quarta-feira, 22 de abril de 2009

Texto comentado

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!



Esse é um trecho da obra Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga (pseudômino Dirceu), no qual ele exalta a beleza de Marília em -Graças, Marília bela,/Graças à minha Estrela!- e sua afeição pelo ambiente campreste valorizando os seus produtos em -Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; /Das brancas ovelhinhas tiro o leite,/E mais as finas lãs, de que me visto.-

Um comentário:

  1. corrijam depois a palavra campestre.
    Os poetas árcades viam a Natureza como ideal de beleza e simplicidade. Sob este ponto de vista, a mulher será sempre comparada a elementos da natureza.

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